O Feedback Sanduíche está sabotando sua liderança sem que você perceba.
26/10/2026 · 2 min de leitura
Chama-se Feedback Sanduíche. A fórmula: elogio → crítica → elogio. A intenção: suavizar a mensagem difícil.
O resultado: desconfiança, confusão e mensagem perdida.
Trabalhando com gerentes industriais há mais de 17 anos, vi essa técnica fracassar repetidamente — não porque as pessoas não se esforçam, mas porque ela parte de uma premissa errada: que o outro precisa ser protegido da verdade.
Quando você abre com elogio antes de corrigir, o profissional experiente já sabe o que vem. Ele aguarda a "parte ruim" com a amígdala ativada e capta pouco do que você diz — nem o elogio nem a correção entram de verdade.
Três problemas do sanduíche:
Gera desconfiança. Seu elogio começa a soar falso toda vez.
Dilui a mensagem. O que era urgente vira ruído entre dois elogios.
Cria ambiguidade. O colaborador sai sem saber o que precisa mudar.
Gera desconfiança. Seu elogio começa a soar falso toda vez.
Dilui a mensagem. O que era urgente vira ruído entre dois elogios.
Cria ambiguidade. O colaborador sai sem saber o que precisa mudar.
A alternativa não é ser duro. É ser direto.
Kim Scott chama isso de Franqueza Radical: cuidar pessoalmente e desafiar diretamente. Você pode ser honesto sem ser cruel. O que você não pode é ser vago e chamar isso de gentileza.
Na prática: comece pelo fato.
Descreva o comportamento observável.
Conecte ao impacto no negócio.
Pergunte o que a pessoa acha. E feche com clareza sobre o que se espera daqui pra frente.
Sem elogio forçado na abertura. Sem elogio forçado no fechamento.
Apenas a conversa que precisa acontecer.
Líderes que dominam isso constroem equipes que crescem mais rápido — porque as pessoas sabem exatamente onde estão e para onde precisam ir.
Você ainda usa o sanduíche? Como está funcionando na prática?
#liderança #feedback #liderançaindustrial #gestãodepessoas #desenvolvimentodelíderes
Guilherme Ezequiel — Chief People & Strategy Officer
Chief People & Strategy Officer do Grupo DHO. Administrador, conecta estratégia, pessoas e finanças no desenho organizacional e na governança de empresas de médio porte.