Líder que não corrige está aprovando. E isso aparece no seu indicador.
26/10/2026 · 2 min de leitura
Essa é a verdade que ninguém gosta de ouvir:
Quando você vê um comportamento inadequado e não faz nada, você manda uma mensagem.
Não é silêncio. A mensagem é: "Isso aqui é aceitável." E toda a equipe ouve.
Trabalho com líderes há mais de 17 anos. O padrão que mais se repete não é o líder agressivo que todo mundo teme. É o líder passivo que todo mundo respeita — mas que nunca corrige nada.
Ele é querido. Justo. Nunca levanta a voz. E tem os piores indicadores de desempenho da equipe.
Por quê?
Porque a equipe que não recebe feedback corretivo aprende que qualquer entrega é suficiente.
O colaborador que não é corrigido não cresce. E o que performa bem desmotiva ao ver que o padrão não é cobrado.
O silêncio não é neutro. É uma forma de gestão — e das piores.
A confusão vem da nossa leitura de empatia: achamos que proteger alguém de uma conversa difícil é cuidado. Na prática, é o oposto. Você está privando essa pessoa da informação que ela precisa para melhorar.
Ser direto, específico e oportuno no feedback não é falta de empatia. É a maior demonstração de respeito que um líder pode ter pelo seu liderado.
A pergunta que fica: existe alguém na sua equipe cujo comportamento você está tolerando — e que no fundo você sabe que está prejudicando o grupo?
Essa pessoa precisa de você. Não do gestor que faz vista grossa. Do líder que tem a conversa.
Discorda? Me conta nos comentários — esse debate vale muito.
#liderança #feedback #liderançaindustrial #gestãodepessoas #desenvolvimentodelíderes
Guilherme Ezequiel — Chief People & Strategy Officer
Chief People & Strategy Officer do Grupo DHO. Administrador, conecta estratégia, pessoas e finanças no desenho organizacional e na governança de empresas de médio porte.