8 em cada 10 líderes tomam decisões erradas sob pressão
26/10/2026 · 2 min de leitura
Você já observou como um gestor se comporta quando tudo vai bem? Qualquer um parece um bom líder nesse cenário.
O teste real vem na crise.
Pesquisas da Harvard Business Review mostram que sob alta pressão, líderes tendem a regredir para comportamentos automáticos — respostas aprendidas e enraizadas, nem sempre as mais eficazes. Em outras palavras: a pressão não forma caráter. Ela revela o que já estava lá.
Um levantamento da McKinsey com mais de 1.000 executivos mapeou que 78% deles admitiram ter tomado ao menos uma decisão significativa da qual se arrependeram em situações de alta pressão.
A maioria envolvia três padrões recorrentes:
1. Centralização excessiva — O líder toma tudo para si, afasta o time e sobrecarrega o sistema.
2. Comunicação vaga — Por medo de assustar, comunica pouco. O time preenche o silêncio com especulação.
3. Urgência como modo padrão — Tudo vira prioridade. E quando tudo é urgente, nada é.
O que separa quem performa sob pressão dos demais não é coragem, experiência ou QI. É regulação emocional aliada a um processo decisório estruturado.
Um estudo da London Business School identificou que líderes com alta tolerância à ambiguidade tomam decisões 34% mais eficazes em cenários de crise — independente do nível hierárquico. Tolerância à ambiguidade não é gostar do caos. É conseguir agir com clareza mesmo sem ter todas as respostas.
Na prática, isso se traduz em três movimentos:
Criar rituais de decisão — não decidir no calor da hora quando há margem de tempo → Manter comunicação ativa e honesta com o time, mesmo sem todas as respostas → Separar o que é urgente do que é importante — mesmo quando parece que são a mesma coisa
Pressão é um dado, não uma sentença.
O que você faz com ela é onde a liderança se define.
E você — quando foi a última vez que a pressão revelou algo sobre o seu estilo de liderar?
Guilherme Ezequiel — Chief People & Strategy Officer
Chief People & Strategy Officer do Grupo DHO. Administrador, conecta estratégia, pessoas e finanças no desenho organizacional e na governança de empresas de médio porte.